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A desvalorização persiste nos mercados emergentes

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A desvalorização persiste nos mercados emergentes

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A crise cambial nos mercados emergentes prossegue. Após as ações as declarações. Da Rússia à África do Sul, os bancos centrais e governos agiram e agora mostram-se prontos a tomar mais medidas para para pôr fim à turbulência.

Na Rússia, o rublo atingiu esta quinta-feira mínimos históricos face ao euro e o banco central defende intervenções ilimitadas no mercado para manter a moeda nos limites pretendidos.

O rand sul-africano e a lira turca recuam também para mínimos de vários anos. E a Roménia juntou-se ao grupo de países que interveio para tentar limitar a queda da divisa.

Neal Kimberley, analista do mercado cambial, afirma que os investidores “olham para os mercados emergentes no seu conjunto e não gostam do que veem. O dinheiro pode levar dez anos a chegar aos mercados emergentes, mas para partir bastam cinco minutos”.

Na Hungria, o florim perdeu 2%. Esta quinta-feira um euro chegou a valer 312,65 florins. Mas o banco central húngaro não descarta um novo corte nas taxas de juro, ao contrário de outros países que as sobem.

Dolores Katanich, jornalista da euronews em Budapeste, explica que “os analistas dizem que se o florim desvalorizar ainda mais face a divisas como o euro, isso pode penalizar o crescimento a médio prazo. O banco central húngaro organiza esta sexta-feira uma conferência com o homólogos francês, austríaco, russo e turco. O desinvestimento nos mercados emergentes não é o principal tema, mas será sem dúvida debatido”.