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Ben Bernanke sai de cena

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Ben Bernanke sai de cena

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Um de fevereiro 2014: Ben Bernanke deixa a presidência da Reserva Federal norte-americana.

Nomeado em 2006, Bernanke teve de enfrentar a maior crise financeira e económica e a pior recessão em décadas. E a reação foi sem precedentes.

Em 2007, a bolha imobiliária explodia com o nome de crise das “subprimes”. Seria o início de outras crises que iriam alastrar a todo o mundo.

A crise iria tornar-se também financeira. Acabou por vitimar bancos, como o americano Lehman Brothers. O pânico dos investidores levaria então à crise económica, com a pior recessão em décadas e disparo do desemprego.

Para salvar os Estados Unidos, o maior banco central do mundo baixou as taxas de juro para perto de zero e injetou dinheiro na economia, com a compra de dívida e títulos hipotecários, a um nível sem precedentes.

O grande legado de Bernanke é o balanço da FED, que passou de 800 mil milhões de dólares em 2006 para os atuais quatro biliões. Os críticos receiam ser a base para novas bolhas financeiras.

Os comandos da Reserva Federal passam para Janet Yellen, que acompanhou Bernanke enquanto número dois. A primeira mulher presidente na história da FED terá de encontrar a fórmula para reduzir os estímulos sem penalizar a economia.

Economista do BNP Paribas, Alexandra Estiot, defende: “O desafio de Janet Yellen é garantir o relançamento da inflação, porque neste momento, é ainda muito baixa e não acelera. Terá também de tentar que o desemprego continue a diminuir, mas pelas boas razões. Não porque as pessoas desistem de procurar emprego e saem das estatísticas”.

As feridas da crise ainda não sararam completamente.

O desemprego baixou dos 10%, atingidos no auge da crise em 2009, para os 6,7% em dezembro passado. Mas o mercado laboral mantém-se frágil, apesar da economia ter registado um crescimento perto dos 4% na segunda metade do ano passado.