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Hungria fecha os olhos à desvalorização do florim

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Hungria fecha os olhos à desvalorização do florim

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As bolsas europeias viveram o pior mês desde junho, arrastadas
pelo desinvestimento nas economias emergentes e os receios de deflação na zona euro.

Milão conseguiu terminar a sessão inalterada. Lisboa é a que mais caiu esta sexta-feira.

O euro recua para um 1,35 dólares, com os dados da inflação na zona euro.

As bolsas dos mercados emergentes perderam 7% em janeiro. Trata-se do pior início de ano desde 2008.

Da África do Sul à Turquia a pressão mantém-se.

A moeda russa atinge mínimos de cinco anos. A turbulência alastrou à Polónia e, na Hungria, o florim recuou para mínimos de dois anos face ao euro.

Mesmo assim o Banco Central húngaro não descarta um novo corte nas taxas de juros, ao contrário de outros países, e o governo, que enfrenta eleições este ano, garante que “o país está em forma”.

Depois de ter alterado a Constituição pondo em causa a independência do Banco Central, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, defende agora que “os governos devem manter-se afastados das discussões públicas sobre câmbios e deixar a questão aos bancos centrais. A única coisa que podem e devem fazer é continuar a política orçamental apropriada para ter uma divisa estável”.

As declarações de Viktor Orban tiveram lugar na conferência de governadores e diretores de Bancos Centrais europeus, realizada em Budapeste.

De acordo com a jornalista Dolores Katanich, mesmo se “as divisas dos mercados emergentes desvalorizam cada vez mais, incluindo o florim, ninguém abordou o assunto. Nem o governador do Banco Central da Hungria, nem do diretor do Banco Central da Rússia. Já o vice-governador do Banco Central da Turquia anulou a viagem no último momento”.