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Impasse em Genebra sobre a Síria

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Impasse em Genebra sobre a Síria

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A primeira ronda negocial entre oposição e regime sobre uma solução de paz para a Síria terminou sem grandes progressos. O regresso à mesa das negociações está previsto para o dia 10 de fevereiro. Aguarda-se, ainda, a confirmação de Damasco.

O mediador das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, reconheceu que os “avanços são lentos”, mas o facto das duas fações rivais se sentarem à mesma mesa é já uma vitória e observa até reconheceu alguns pontos de convergência entre as duas partes.

Uma visão, porém, não refletida nas declarações dos dois lados do conflito.

“Não foram atingidos resultados tangíveis durante esta semana, a semana de diálogo, e os motivos são dois: em primeiro lugar, a falta de maturidade e seriedade do outro lado e a ameaça de implosão da conferência”, afirmou, Walid al-Moallem, ministro sírio dos Negócios Estrangeiros.

O porta-voz da oposição, Louay Safi, contrapõe:
“Claramente, o regime não quer uma solução política, não quer dar passos para acabar com o sofrimento sírio. Não nos iremos sentar aqui indeterminadamente. Haverá um momento em que se tornará claro se o regime está disposto a transferir poder no interesse do país”.

Apoiantes da oposição e do regime de Bashar al-Assad concentraram-se à porta da sede das Nações Unidas, em Genebra. A oposição quer um governo de transição sem Assad, Damasco afirma que “isso, nem pensar”.

Segundo as Nações Unidas, desde que o conflito na Síria começou, em março de 2011, mais de 130 mil pessoas perderam a vida.