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Kerry deseja relação com Merkel sem beliscões da NSA

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Kerry deseja relação com Merkel sem beliscões da NSA

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John Kerry encontrou-se esta sexta-feira, em Berlim, com a Chanceler alemã Angela Merkel. Foi o primeiro encontro entre os dois desde que foram lançadas por Edward Snowden as suspeitas de que a Agência de Segurança norte-americana (NSA) espiou, entre vários outros alvos europeus, o telemóvel pessoal da chefe de governo da Alemanha.

O secretário de Estado norte-americano admite que existem questões por resolver entre os dois países, mas, para ele, a boa relação entre ambos os governos deve sobrepor-se a tudo, incluindo esta polémica criada em torno da NSA.

“Os Estados Unidos valorizam muito esta relação. Isto não são apenas palavras: Esta é uma relação muito importante. Tal como a Chanceler assumiu, por vezes, aqui ou ali, surge uma ou outra questão. São pequenos obstáculos no nosso caminho. Mas existe uma visão e um entendimento comuns dos valores que nos aproximam já há décadas”, considerou Kerry, em conferência de imprensa, momentos antes de se sentar à mesma mesa com Angela Merkel.

Para lá da alegada espionagem da NSA na Europa, questões de segurança internacional, nomeadamente no Médio Oriente com a Síria à cabeça, terão dominado este encontro entre o secretário de Estado norte-americano e a Chanceler alemã.

A reunião com Merkel sucedeu-se a uma outra de John Kerry pela manhã, logo depois de ter aterrado em Berlim oriundo da Virgínia, com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier. Nesse primeiro frente-a-frente terão sido abordados os mesmo temas, os quais deverão também preencher o menú da Conferência de Segurança internacional, que decorre este fim de semana em Munique e para onde seguiram, ao final do dia, o representante diplomático da Casa Branca e a Chanceler alemã.

Entre os temas a discutir, este fim de semana em Munique, vai estar também a crise política na Ucrânia, que transformou nos últimos dois meses parte do centro de Kiev no que parece ser o cenário de uma guerrilha urbana. O enviado especial da euronews à Alemanha antevê, aliás, o conflito na Ucrânia como um dos principais motivos de interesse desta 50.a edição da Conferência de Segurança de Munique.

“Com os Estados Unidos a assumir que estão a preparar sanções à Ucrânia, todas as atenções se focam agora na Europa para perceber se a União Europeia está pronta para passar das palavras à ação. A questão a ser colocada aos líderes europeus é: Até quando estarão eles a pensar permitir que se mantenha a crise sob o governo de Yanukovich antes de assumirem o problema nas próprias mãos?”, lançou James Franey. Veremos se terá a resposta.