Última hora

Última hora

Síria: Será que Damasco regressa à mesa das negociações?

Em leitura:

Síria: Será que Damasco regressa à mesa das negociações?

Tamanho do texto Aa Aa

A primeira ronda de negociações diretas em busca de uma solução para a guerra na Síria terminou sem grandes avanços, como já era esperado, e ainda ninguém sabe se a delegação do regime regressa à mesa das negociações, que devem ser retomadas no dia 10 de fevereiro.

Apoiantes da oposição e do regime de Bashar al-Assad concentraram-se à porta da sede das Nações Unidas, em Genebra. Lá dentro, as delegações falam por intermédio do mediador da ONU e o impasse prossegue. A oposição quer um governo de transição sem Assad, Damasco afirma que “isso, nem pensar”.

Lakhdar Brahimi reconheceu que “os avanços são, de facto, muito lentos. O fosso entre as partes continua a ser enorme e não adianta escondê-lo”. No entanto, o mediador afirma ter observado “algum terreno comum”.

Brahimi afirmou que as partes abordaram a ideia de um cessar-fogo na Síria para permitir a passagem da ajuda humanitária. A oposição já aceitou regressar à mesa das negociações, a delegação do regime tem de consultar Damasco antes de dar uma resposta.

Enquanto as negociações avançaram a passo de caracol, cerca de 1900 pessoas foram mortas na Síria, segundo uma ONG

Segundo a Organização para a Interdição de Armas Químicas (OPCW em Inglês) o ritmo de remoção do arsenal sírio tem de aumentar. Até agora, as armas químicas que deixaram a Síria representam menos de 5% do arsenal contabilizado.