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Ucrânia: Oposição teme intervenção do exército

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Ucrânia: Oposição teme intervenção do exército

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Uma intervenção do exército contra os manifestantes em Kiev é “muito provável”, quem o afirma é Arseni Iatseniuk, o líder da oposição que recusou esta semana o cargo de primeiro-ministro.

Os militares sempre disseram que não iriam intervir, mas na sexta-feira lançaram mais uma acha para a fogueira. Apelaram ao presidente para que tome “medidas urgentes” para “estabilizar a situação no país”.

Com os Jogos Olímpicos de Sochi à porta, o Kremlin tem tido um discurso moderado, uma oportunidade que o Ocidente aproveita para reforçar as manifestações de apoio à oposição ucraniana.

Raptado e torturado por desconhecidos, o ativista Dmitro Bulanov está internado nos cuidados intensivos de um hospital de Kiev onde a noite foi de “nervos”. A afirmação é de um ex-deputado que relata tentativas da polícia para “entrar no edifício”, protegido por manifestantes depois de notícias que o militante de 35 anos teria sido colocado na lista dos criminosos mais procurados da Ucrânia.

Sexta-feira, o presidente Ianukovich promulgou a lei de amnistia dos detidos durante os protestos que já fizeram pelo menos seis mortos em mais de dois meses de contestação.

Os protestos eclodiram depois de Ianukovich ter virado costas ao acordo de associação com a União Europeia em prol de uma aproximação a Moscovo.