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Nuclear: Irão não desiste das centrifugadoras mas vê acordo definitivo no horizonte

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Nuclear: Irão não desiste das centrifugadoras mas vê acordo definitivo no horizonte

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No quadro das negociações sobre o programa nuclear, o Irão afirma que não está disposto, para já, a renunciar à investigação e desenvolvimento na área das centrifugadoras utilizadas para enriquecer urânio.

Na véspera do encontro deste domingo, em Munique, com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica afirmou aos microfones da euronews que “para começar, as sanções são ilegais, mas vivemos num mundo que não é dirigido pela legalidade”. Mohammad Javad Zarif está otimista em relação à possibilidade de se chegar a um acordo definitivo, mas avisa que as negociações, com arranque agendado para 18 de fevereiro, em Viena, devem “demorar algum tempo”.

Segundo o chefe da diplomacia de Teerão, “há partes do programa nuclear iraniano que vão continuar e outras partes, como o enriquecimento (de urânio) acima de 5%” que “não vão continuar. Isso não significa nem “que tudo vai continuar” ou que “tudo será descontinuado”, referiu.

Depois do acordo provisório de novembro que já permitiu entregar ao Irão a primeira tranche dos 4200 milhões de dólares congelados pela comunidade internacional, Zarif considera que “não será assim tão difícil chegar a um acordo definitivo, à condição que todas as partes façam prova de boa-fé”.

Segundo a enviada da euronews à conferência sobre segurança de Munique, Fariba Mavaddat, “entre diferentes interpretações do acordo de Genebra, o Irão e as grandes potências mundiais voltam a reunir-se a 18 de fevereiro para tentar dar mais um passo rumo à resolução da crise com o nuclear iraniano”.