Última hora

Última hora

Ucrânia: Braço-de-ferro sem fim à vista

Em leitura:

Ucrânia: Braço-de-ferro sem fim à vista

Tamanho do texto Aa Aa

Nas ‘trincheiras’, em Kiev, a mobilização prossegue. Nos corredores do poder, os líderes políticos ucranianos enfrentam-se e procuram reforçar as fileiras na conferência sobre segurança, em Munique.

A semana foi profícua em novidades mas o impasse persiste. Na Praça da Independência, rebatizada de Euro Maidan, um manifestante assegura que “as pessoas não vão partir” enquanto “as autoridades não mudarem” e garante que há “milhares” dispostos “a lutar até ao fim”.

“Vamos continuar aqui até que a vitória seja nossa, mas acho que isso vai demorar muito tempo, pelo menos dois meses ou mais”, lamenta outro manifestante numa manhã de domingo gelada em Kiev onde os termómetros rondam os 10 graus negativos.

Em contraste, o ambiente político é escaldante com trocas de acusações entre o Ocidente e a Rússia sobre “ingerências” nos assuntos da Ucrânia.

Questionada sobre se está de acordo com a imposição de sanções ao governo de Kiev, a chefe da diplomacia europeia afirmou que a União Europeia tem “discutido com a oposição (ucraniana) a melhor forma de apoiá-la”. Mais do que sanções, para Catherine Ashton, “o importante, em primeiro lugar, é que a violência pare” e seja possível “avançar para um diálogo construtivo, olhando para as questões da reforma constitucional, do papel do Parlamento e conseguir que as pessoas tenham fé na transparência e abertura do processo”.

Este domingo estão marcados novos comícios no centro de Kiev. Mas, segundo as informações disponíveis, os líderes da oposição não vão estar presentes.