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Bonino aponta o dedo à comunidade internacional sobre situação na Síria

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Bonino aponta o dedo à comunidade internacional sobre situação na Síria

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Com os encontros de “Genebra 2” a não darem resultado em termos de resolução dos problemas humanitários, a reunião internacional de Roma deve definir as medidas a tomar para parar o massacre da população síria.

Para a chefe da diplomacia italiana, a comunidade internacional falhou: “O governo sírio assinou todas as convenções humanitárias. Tal como eu entendo a luta contra o extremismo e o terrorismo, essa não pode ser uma justificação para a fome, tortura e assassínios”, diz Emma Bonino.

Milhares de civis são massacrados, muitos outros morrem à fome. Cerca de 130 mil pessoas morreram vítimas do conflito, das quais 10% são crianças, vítimas dos bombardeamentos ou dos “snipers”.

A utilização de armas químicas foi a mais flagrante violação do direito internacional. Aos crimes contra a população, junta-se a tortura. O recente relatório sobre o recurso sistemático à tortura, por parte do regime sírio, tornou o problema ainda mais pesado.

Além disso, há também a questão dos refugiados. Há os que ficaram presos em aldeias cercadas, sem acesso à ajuda humanitária e há todos aqueles que foram obrigados a deixar o país.

“Desde a mesma altura do ano passado, há mais de quatro vezes mais deslocados internos e quatro vezes mais refugiados. Cerca de 40% da população da Síria precisa de assistência humanitária. Este desafio tem uma escala sem precedentes”, diz Rajiv Shah, da Agência Norte-americana para o Desenvolvimento Internacional.

Um pouco mais de 38%, para ser mais exato. Seis milhões de deslocados internos e 750 mil, só no Líbano. Proporcionalmente, é como se o Reino Unido se visse obrigado a acolher 11 milhões de pessoas.

Tanto a Jordânia como a Turquia acolhem mais de 600 mil sírios. Há ainda um grande número no Iraque e no Egito, um total de 2,5 milhões de refugiados nos países vizinhos.

Dois milhões e meio de pessoas que precisam de ajuda urgente e sofrem com graves penúrias alimentares. Aqueles que fugiram para os países vizinhos confrontam-se, todos os dias, com terríveis condições de vida.

Os campos de refigiados têm poucos recursos. Os Estados-membros da União Europeia comprometeram-se a acolher 0,5% destes dois milhões e meio de refugiados, uma gota de água no oceano que representa este drama humano.