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Economia: "Tubarões" disputam Irão

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Economia: "Tubarões" disputam Irão

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Reaberto para negócios, graças ao levantamento parcial das sanções, o Irão volta a ser alvo do apetite dos “tubarões” da economia mundial que não param de afluir a Teerão.

A França enviou um “cardume” do Medef em representação de mais de uma centena de empresas.

A Alemanha já tem mais de 100 companhias a trabalhar na República Islâmica.

Delegações de Portugal, Itália, Áustria e Coreia do Sul também já passaram por Teerão.

Os lucros em perspetiva abafam por completo a questão dos direitos humanos. Pouco interessa que, segundo a Amnistia Internacional, o Irão ocupe o segundo lugar no ranking de execuções atrás apenas da China, a fábrica do mundo.

Como refere um responsável da Khodro, o construtor automóvel iraniano, “dada a capacidade de produção”, “os grandes fabricantes mundiais tem uma boa oportunidade para investir. É uma situação em que todos ganham”, conclui Mohammad Reza Rajabali.

Os gigantes do petróleo conhecem dentro de um mês o novo modelo de contratos, que foi anunciado por Teerão durante o Fórum Económico Mundial de Davos, que contou com a presença da República Islâmica pela primeira vez em uma década.

Gás natural, energia hidráulica e construção civil são outros setores em que o Irão abre o apetite voraz dos grandes conglomerados internacionais.