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O que é a difusão por ressonância magnética de corpo inteiro?

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O que é a difusão por ressonância magnética de corpo inteiro?

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Rodney Benjamin faz parte de um grupo de vinte e seis pessoas que testam um novo tipo de tomografia, no hospital Royal Marsden, na Grã- Bretanha.

O paciente sofre de mieloma múltiplo, um cancro que tem origem nas células plasmáticas.

O desenvolvimento de novas tecnologias tem um impacto importante ao nível do diagnóstico, desenvolvimento e tratamento do cancro.

A técnica chamada difusão por ressonância magnética de corpo inteiro permite a obtenção de imagens tridimensionais e um melhor rastreamento do corpo.

Uma das grandes vantagens da técnica é evitar um número excessivo de biópsias.

“A biópsia óssea é muito dolorosa para o paciente. As pessoas não querem fazer várias biópsia ósseas. Além disso, o procedimento tem limitações porque a biópsia é feita numa área limitada, não podemos fazer uma biópsia a todo o esqueleto. É importante ter uma técnica sensível que dê uma imagem da doença na medula e analise todo o esqueleto, é algo importante”, refere Nandita de Souza, responsável pelo estudo, no Instituto de Investigação do Cancro, no Hospital Royal Marsden.

De acordo com um estudo publicado no Jornal de Radiologia, a técnica indica, em 80% dos casos, se há uma boa resposta do paciente aos tratamentos.

O mieloma não tem cura. Rodney Benjamin sofre da doença há dez anos.

“Temos de fazer regularmente ressonâncias magnéticas, análises de sangue e tomar a medicação necessária, é fundamental”, explica o paciente.

Uma das grandes vantagens das imagens obtidas através da difusão por ressonância magnética de corpo inteiro é permitirem aos médicos testar a medicação mais adaptada para cada paciente.