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Philip Seymour Hoffman: O fim precoce de um ator especial

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Philip Seymour Hoffman: O fim precoce de um ator especial

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Fevereiro é mês de Óscares. A entrada nesse mês, contudo, não foi boa para a sétima arte. Philip Seymour Hoffman, o melhor ator para a Academia de Hollywood em 2005, pelo papel principal em “Truman Capote”, foi encontrado morto este domingo de manhã pelo amigo e argumentista David Bar Katz, que deu o alerta às autoridades. Foi por volta das 11h30 – 16h30, em Lisboa.

O corpo do ator, e também realizador, estava na banheira do próprio apartamento, em West Village. No braço do ator, de acordo com fontes da polícia, estava espetada uma agulha. Ao lado do corpo foi encontrado pelo menos um envelope contendo heroína, estupefaciente de que Hoffman confessou no ano passado estar viciado, tendo feito, inclusive, uma desintoxicação em maio. Uma overdose é, de momento, a causa de morte mais provável para o ator de 46 anos.

Os colegas de profissão foram surpreendidos pela notícia deste desaparecimento precoce no mundo do cinema. Kevin Costner fala de uma referência na sétima arte. “O Philip era um ator muito importante e, como tal, tem um lugar na história entre os verdadeiros grandes atores. É uma pena porque ficamos sem saber o que poderia ter sido ainda capaz de fazer. Resta-nos o legado do trabalho dele e esse fala por si mesmo”, disse Costner, antes de assistir, em Nova Jersey, ao Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, que decorreu este domingo à noite, madrugada de segunda-feira na Europa.

Para Gary Oldman, “transparecia perigo” em Hoffman, “mas também uma certa vulnerabilidade”. “Ele tinha todas as qualidades que para mim tornam, alguém interessante e especial”, considerou Oldman.

Philip Seymour Hoffman deixa prontos três filmes e a participação na nova série televisiva “Happyish”. O último dos filmes em que trabalhou foi o terceiro tomo de “Jogos da Fome”, subintitulado “A Revolta”, cuja primeira parte estreia em novembro e a segunda apenas em 2015. Os outros dois acabam de estrear no Festival de Cinema de Sundance, nos Estados Unidos: “God’s Pocket”, de John Slattery; e “A Man Most Wanted”, de Anton Corbjin.