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Facebook: De rede de amigos a catalisador de revoluções

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Facebook: De rede de amigos a catalisador de revoluções

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“Em que estás a pensar”? É a pergunta que o Facebook nos faz e à qual há mil e duzentos milhões de habitantes do planeta terra a responder. Narcisistas ou solitários, encontramos de tudo na rede social.

Há os vaidosos, há aqueles que querem atrair as atenções, há quem goste de contar a vida e há quem goste de mostrar que se interessa pela atualidade: “Tem a ver com o nosso desejo de nos afirmarmos, de ter uma afirmação positiva. Estou a pensar nos “toques” e nos “likes”. Há coisas que fazemos só para as pormos no Facebook, para depois termos um retorno, uma gratificação imediata. Isso não é saudável”, diz a psicoterapeuta Lucy Beresford.

Em dez anos, o uso do Facebook evoluiu muito. Para celebrar o décimo aniversário, a rede criou uma aplicação que resume a nossa vida. De uma rede para jovens, passou a um local de partilha, que guarda toda a nossa memória.

“O Facebook passou a ser o nosso livro de endereços e o nosso álbum de fotografias. Temos toda a linhagem da família. Além disso, as pessoas que foram à escola juntas vão encontrando e colocando fotos desse tempo, o que faz com que tenhamos cada vez mais fotos que traçam a nossa história familiar e social”, diz Karen North, professora de media sociais na Universidade da Califórnia do Sul.

Mais que um local para partilhar a nossa vida e os sentimentos, o Facebook tornou-se num meio de comunicação livre e um catalisador de revoluções. A Primavera Árabe aconteceu, em grande parte, graças ao Facebook e ao Twitter, como conta a jornalista Bel Trew: “O jornalismo cidadão explodiu em 2011. O Facebook e o Twitter foram dois meios através dos quais conseguimos passar informação para o resto do mundo, o que os meios de comunicação tradicionais não estavam a conseguir fazer”.

Dez anos depois da criação da rede por Mark Zuckerberg, o Facebook tornou-se parte da vida de muitos de nós e mudou a forma como vemos os amigos, as relações e o mundo à nossa volta.