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Governo turco investiga alegações de "estado paralelo"

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Governo turco investiga alegações de "estado paralelo"

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Na Turquia, o governo lançou uma investigação criminal sobre o que designa como um “estado paralelo”. No centro das alegações encontra-se um líder religioso islâmico, Fethullah Gulen, que vive nos Estados Unidos e que o primeiro-ministro Tayyip Erdogan acusa de orquestrar o escândalo de corrupção que afeta o governo.

Antes de partir para uma visita à Alemanha, Erdogan falou aos jornalistas no aeroporto.

“Não podemos aceitar uma organização como esta no seio do estado e não nos vamos poupar a esforços para a afastar. Para nós é uma questão de sobrevivência”, afirmou o PM turco.

O líder religioso islâmico Fethullah Gulen lidera uma rede internacional de escolas religiosas. Gulen é acusado de exercer a sua influência através de uma rede que chegaria até à polícia e aos juízes.

A investigação das autoridades concentra-se nos responsáveis pelas detenções em dezembro passado dos filhos de ministros assim como elementos destacados da hierarquia do Partido AK, partido no poder.

O líder religioso Gulen rejeita as acusações. Um dos seus colaboradores mais próximos acusou o governo de conduzir uma campanha do que designa como linchamentos e incitamentos.