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Coreia do Norte: Reuniões familiares com o Sul mas sob condições

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Coreia do Norte: Reuniões familiares com o Sul mas sob condições

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A Coreia do Norte está aberta a negociar com a Coreia do Sul uma nova permissão para que os familiares separados pela guerra das Coreias de 1950-53 se possam voltar a reunir no final deste mês.

Num encontro, esta quarta-feira, entre representações das duas Coreias, no lado norte da aldeia fronteiriça de Panmunjon, o governo de Pyongyang mostrou-se recetivo a permitir o reencontro familiar de há cerca de três anos. Tal como de setembro quando acabou por cancelar a reunião das famílias, a Coreia do Norte voltou a pressionar a homóloga do Sul para cancelar os exercícios militares planeados também para o final deste mês em colaboração com os Estados Unidos, um arquirrival da Coreia do Norte no jogo de “monopoly” das Nações.

Seul, contudo, não mostra, tal como há quatro meses, abertura para ceder a pressões sobre esses exercícios conjuntos com os norte-americanos.

Se, ainda assim, for por diante o acordo para esta nova reunião das famílias separadas pela guerra de há 60 anos, o evento está previsto para um local próxima da fronteira entre as duas Coreias, deverá começar a 20 de fevereiro e prolongar-se durante seis dias.

Este programa de reencontros esporádicos entre familiares separados pela guerra arrancou em 2000 e abrange cerca de 17 mil famílias, que não tem qualquer outro tipo de contacto com os familiares do outro lado da fronteira, nem por telefone nem sequer por carta. No lado sul, serão mais de 70 mil as pessoas, muitas com mais de 80 anos, que aguardam sempre com grande expectativa e emoção estes reencontros. Resta saber se, desta feita, o governo de Kim Jong-un vai permitir que o encontro aconteça.