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Ucrânia: União Europeia reúne-se com presidente Ianukovich

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Ucrânia: União Europeia reúne-se com presidente Ianukovich

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Catherine Ashton reúne-se esta quarta-feira, em Kiev, com o presidente Viktor Ianukovich depois de na véspera se ter encontrado com os líderes da oposição ucraniana. A responsável pela diplomacia da União Europeia (EU) chegou terça-feira à capital da Ucrânia com o objetivo de ouvir as opiniões das duas fações em conflito desde o final de novembro passado quando o executivo de Ianukovich virou costas a um acordo de associação comercial com a EU e preferiu negociar com a Rússia.

Ao mesmo tempo que Ashton se reúne com o presidente, vários milhares de ucranianos mantêm-se firmes na praça da Independência, a popular Maidan, em protesto contra o governo. Do outro lado das barricadas, a polícia antimotim, a Berkut, continua em alerta e à espera de ordens para avançar sobre os manifestantes, o que alguns meios de comunicação locais adiantam que pode estar para breve.

Apesar de tudo ter começado nos finais de novembro em nome da União Europeia e por causa da associação comercial recusada por Ianukovich, a verdade é que agora até a intervenção de Bruxelas no conflito político parece começar a ser questionada pelo apelidado movimento “Euromaidan”.

“Assim que a União Europeia se envolver, a Rússia vai querer envolver-se também”, avisa um protestante, interpelado na Praça da Independência, sublinhando: “É o nosso problema, é o nosso país”. Para este protestante, que não se quis identificar e até falou de cara tapada, o que é preciso é “tirar Ianukovich do caminho”. “Depois temos de encontrar um novo líder que, com a ajuda do povo, irá fazer tudo aquilo que precisamos”, concretizou.

O presidente, por seu lado, depois de um afastamento de alguns dias por alegada doença, voltou ao ativo na segunda-feira. Face às persistentes exigências dos protestantes para renunciar, Viktor Ianukovich assegurou que não pretende deixar a liderança do país nem sequer reduzir os poderes que detém.

Firme, mantém-se, por isso, o movimento “Euromaidan”, que no domingo juntou 50 mil pessoas no centro de Kiev em protesto contra o governo e a inflexibilidade do presidente. Os protestantes, por fim, prometem manter-se na Praça da Independência até que Ianukovich ceda às pressões.