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Infanta Cristina ouvida pelo tribunal

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Infanta Cristina ouvida pelo tribunal

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Cristina de Borbón, Infanta de Espanha, vai estar este sábado sob o olhar das câmaras do mundo inteiro. A filha mais nova do Rei Juan Carlos foi convocada pelo Tribunal de Palma de Maiorca, para responder às questões do juiz José Castro.

A Infanta foi constituída arguida por fraude fiscal e branqueamento de capitais através de uma empresa, Aizoon, que detinha com o marido
Iñaki Urdangarín.

Vai responder sobre o uso do dinheiro da empresa para fins pessoais, como a compra de uma baixela por mais de 1700 euros.

Urdangarín está implicado noutro caso, o do desvio presumido de mais de seis milhões de euros em dinheiros públicos, juntamente com o sócio Diego Torres.

Urdangarín já percorreu a pé, por duas vezes, esta rampa que dá acesso ao tribunal de Palma. Das duas vezes, recusou chegar de automóvel, embora isso tenha sido autorizado.

Já em abril, o juiz Castro tinha tentado que a Infanta Cristina fosse constituída arguida, mas o pedido foi na altura recusado pelo tribunal.

Para o advogado de defesa, o casal está mais unido que nunca: “Vejo-os muito unidos na adversidade, no que se passa agora e no que se pode vir a passar no futuro”, diz Mario Pascual Vives.

O casal está agora afastado da agenda oficial da Família Real. Os escândalos custaram caro à coroa, com a popularidade ao nível mais baixo de sempre.

Em 2011, na mensagem de Natal, o Rei quis descansar os espanhóis: “Felizmente, vivemos num Estado de direito, onde qualquer ação censurável deve ser julgada e sancionada de acordo com a lei. A justiça é igual para todos”.

Depois do genro, é agora a filha, sétima na linha de sucessão, que deve responder perante a justiça.

A Infanta não mostrou vontade de renunciar ao direito ao trono. Ao contrário do marido, não deve também renunciar a percorrer, de automóvel, a rampa de acesso ao tribunal.