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Corrupção e miséria incendeiam Sarajevo

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Corrupção e miséria incendeiam Sarajevo

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Ao 3.º dia, os protestos incendiaram Sarajevo. Em 72 horas, a revolta popular contra a pobreza, a corrupção e o desemprego alastrou da decadente capital industrial, Tuzla, a toda a Bósnia-Herzegovina.

Os confrontos generalizados atingiram um nível de violência sem precedentes nos últimos 20 anos, desde a guerra da Bósnia.

A classe política fez um ‘mea culpa’ pela voz do bósnio-croata que assume a presidência colegial e rotativa do país. “É tudo por culpa nossa”, afirmou Zeljko Komsic, “se as pessoas querem a vossa demissão, demitam-se”, sugeriu, mas não citou nomes nem deu o exemplo.

Esta sexta-feira, os confrontos generalizaram-se nas principais cidades da Bósnia. Centenas de pessoas receberam tratamento hospitalar e outras tantas foram presas nos últimos três dias.

O palácio presidencial não escapou às chamas da ira.

Os acordos de paz de Dayton dividiram o poder entre as historicamente inconciliáveis etnias. Hoje, a generalidade da classe política é vista como corrupta. A maioria das empresas privatizadas depois da guerra faliu. A taxa de desemprego na Bósnia é oficialmente de 27,5% – a maior nos Balcãs – oficiosamente acredita-se que mais de 40% da população não tem trabalho num país onde uma em cada cinco pessoas vive na miséria.