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Referendo anti-imigração: UE vai rever relações com Suíça

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Referendo anti-imigração: UE vai rever relações com Suíça

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A livre circulação de pessoas entre a Suíça e a União Europeia fica em causa, depois do resultado do referendo. Bruxelas já tinha deixado claro que se um acordo for anulado, sê-lo-ão todos.

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, repetiu-o depois de conhecido o resultado:

“As pessoas que venceram o referendo não usaram argumentos racionais. Apelaram aos instintos mais baixos. Deveríamos usar a cabeça. Mas uma coisa é clara: não se pode tirar partido das vantagens de um grande mercado interno europeu e ficar fora no que respeita a outras questões ao mesmo tempo. Isto é o que temos de discutir com a Suíça agora”, afirmou.

No ano passado, os estrangeiros representavam 23,5% da população na Suíça. Antes do acordo com a União Europeia havia cerca de 20% de estrangeiros na Confederação Helvética.

São cerca de 80 mil pessoas que, anualmente, chegam ao país alpino à procura de trabalho. A taxa de desemprego, no ano passado, foi de apenas 2,2% para os cidadãos suíços e 5,2% para os restantes europeus.