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Suíça vota referendo "contra a imigração em massa"

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Suíça vota referendo "contra a imigração em massa"

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Na Suíça, o “sim” “contra a imigração em massa” ganhou bastante terreno nos últimos dias e o referendo deste domingo anuncia-se renhido.

Se a proposta da direita populista for aprovada, os acordos de livre circulação com a União Europeia serão postos em causa num país onde mais de 23% da população é estrangeira, a segunda taxa mais alta no continente europeu, a seguir à do Luxemburgo.

Os defensores do “sim” querem “recrutar quando for preciso” e consideram que a necessidade deve ser “determinada pela economia e a federação dirá, a seguir, para que setores as pessoas devem imigrar”.

Os partidários do “não” às quotas, recordam que “um terço da força de trabalho produz para o mercado europeu” e que se o acesso a esse “mercado” e a “trabalhadores qualificados da Europa for posto em causa”, então a confederação terá “um problema gigantesco” nas mãos.

Cerca de 40% das novas empresas na Suíça são fundadas por estrangeiros, companhias que, no ano passado, criaram 30 mil postos de trabalho. Nada que interesse à direita populista do UDC, o maior partido no Parlamento, que culpa os imigrantes pelo aumento do preço das rendas, da violência ou mesmo pelo congestionamento dos transportes no país onde vivem cerca de 250 mil portugueses.