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Bósnia: Manifestantes juntam no alvo governo e polícia

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Bósnia: Manifestantes juntam no alvo governo e polícia

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Prosseguiram pelo quarto dia, em Sarajevo, os protestos contra o governo da Bósnia-Herzegovina, por alegada corrupção, com a exigência de novas eleições naquela antiga república jugoslava e a redução dos salários dos elementos do executivo entre as medidas exigidas. Desta vez, contudo, os manifestantes, concentrados este domingo diante do Palácio Presidencial, juntaram também as forças policiais ao alvo dos protestos, por causa da alegada brutalidade a que terão recorrido nos últimos dias.

Na vizinha Croácia, o primeiro-ministro Zoran Milanovic tem uma explicação para a crise política na Bósnia: “O que está a acontecer tem diretamente a ver com desespero económico. É por isso que as pessoas estão zangadas. Isto não teria acontecido se a União Europeia, à qual a Croácia agora pertence, tivesse tido uma política mais coerente e transparente face à Bósnia.”

Do palácio presidencial de Sarajevo, os manifestantes rumaram à esquadra central da polícia da capital da Bósnia, onde exigiram a libertação dos detidos nas manifestações e reforçaram as críticas à brutalidade colocada pelas autoridades nos confrontos dos últimos três dias, dos quais terão resultado feridos cerca de 200 polícias e 100 protestantes para além dos danos provocados em vários edifícios públicos.

A Bósnia-Herzegovina é vista como um dos países mais pobres da Europa. A antiga república jugoslava debate-se com graves problemas económicos, dos quais nunca conseguiu libertar-se após a guerra civil (1992-1995). O país é composto por quase 4 milhões de pessoas, muitas delas a viver abaixo do limiar de pobreza. As estimativas apontam para taxas de desemprego na ordem dos 40 por cento da população.