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Cimeira de paz para a Síria é retomada em Genebra

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Cimeira de paz para a Síria é retomada em Genebra

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É retomada esta segunda-feira, na Suíça, a cimeira de paz para a Síria que arrancou no final de janeiro sob o título Genebra II. A intermediação volta a ser conduzida pelo enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, que, mais uma vez, deverá colocar frente-a-frente as delegações do governo presidido por Bashar al Assad, liderada pelo responsável diplomático Walid Mouallem, e a da aliança dos partidos da oposição síria.

A primeira parte desta nova cimeira de paz para a Síria não atingiu o desejado sucesso, a cada vez mais milagrosa paz, mas não foi em vão. Desses primeiros encontros entre as duas partes resultou o acordo para assegurar a criação de corredores de segurança para retirar da zona de conflito alguns dos civis cuja vida tem sido colocada em perigo pelos frequentes confrontos e ataques bélicos de parte a parte, nomeadamente através do lançamento de barris explosivos.

Foi a uma dessas mesmas retiradas de civis, acordadas em Genebra, que se assistiu este domingo em Homs, cidade do oeste da Síria onde se têm verificado alguns dos mais sangrentos incidentes do conflito sírio.

“Ao todo são 611 pessoas”, pormenorizou aos jornalistas o governador de Homs, ao falar dos civis retirados do bairro conhecido como Cidade Velha, no centro de Homs, pelas Nações Unidas em colaboração com a Cruz Vermelha.

Apesar deste passo positivo, os confrontos no país não parecem ter abrandado com as conversações de paz em Genebra. Um cessar-fogo havia sido declarado na sexta-feira para permitir os comboios de ajuda humanitária à população e a consequente retirada de civis, mas os carros que levavam essa ajuda foram alvos de tiros no sábado, com pelo menos cinco pessoas a morrerem e 20 a ficarem feridas. Balanços mais gerais, apontam para mais de 300 mortos registados só no sábado, em toda a Síria, 100 deles civis.