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Hungria: Judeus ameaçam boicotar cerimónias do holocausto


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Hungria: Judeus ameaçam boicotar cerimónias do holocausto

Após votação, a principal organização judaica húngara, a Mazsihiz (federação das comunidades judaicas da Hungria), decidiu boicotar as cerimónias oficiais sobre o holocausto deste ano em Budapeste, a não ser que, dizem, o papel dos húngaros na deportação e assassinato de judeus pelos nazis seja mais vincado.

O grupo também contesta a instalação de um monumento no centro da capital e a nomeação do diretor do Instituto de História por alegadamente minimizarem a responsabilidade húngara no holocausto.

“Nem a minha mãe ou o meu pai foram colocados em carruagens pelos alemães, foram sim pelos húngaros, que os passaram para os alemães. Claro que não é apenas sobre a responsabilidade, mas sim sobre dar a conhecer a verdade do que aconteceu”, diz Gusztav Zoltai, diretor do Mazsihisz.

Estima-se que, em Junho de 1944, foram enviados para os chamados campos da morte nazis 437 mil judeus.

O grupo afirma que a estátua, que representa uma águia alemã a atacar um anjo, coloca a Hungria como vítima apenas.

O monumento ficará ao lado da embaixada dos Estados Unidos e da estátua do antigo presidente americano Ronald Reagan.

O governo do primeiro-ministro Vitkor Orban prometeu uma resposta para a próxima semana.

“O caso da estátua está a causar desconforto ao governo, especialmente, agora, a dois meses das eleições, pois o assunto tornou-se num assunto de campanha eleitoral”, afirma a correspondente da Euronews, Andrea Hajagos.

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