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Um sobrevivente e 77 mortos em queda de avião na Argélia

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Um sobrevivente e 77 mortos em queda de avião na Argélia

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Um avião militar despenhou-se, esta terça-feira, no norte da Argélia, poupando uma pessoa entre as 78 que seguiam a bordo, de acordo com o Ministério da Defesa argelino. O aparelho, um C-130, realizava uma viagem de cerca de 1500 quilómetros, entre a cidade de Tamanrasset, na região do deserto do Saara, no sul, e a de Constantine, no norte, a cerca de 500 quilómetros da capital Argel.

Após uma escala em Ourgla, pouco depois do meio da viagem, quando sobrevoava a região montanhosa de Oum el Bouaghia, já na aproximação à pista de Constantine, o avião terá perdido o contacto com a torre de controlo e desaparecido dos radares, acabando por se despenhar numa zona de difícil acesso para as equipas de salvamento nas montanhas Djebel Fertas, onde foi descoberto partido em dois.

O avião levava a bordo 78 pessoas: 74 passageiros e quatro tripulantes. O grupo de passageiros era composto por militares e respetivos familiares, incluindo mulheres e crianças. O avião terá explodido e alguns cadáveres arderam de forma a ficarem irreconhecíveis. Uma pessoa cuja identidade não foi ainda revelada foi, contudo, resgatada com vida e tratada a algumas lesões sofridas na cabeça.

Uma rádio argelina avançou que o acidente se terá ficado a dever às más condições meteorológicas que se verificavam na altura naquela região montanhosa. Com a Argélia a atravessar um período de alguma perturbação política, começam a circular também algumas teorias de conspiração que falam num possível atentado contra alguns dos passageiros do avião, que seriam destacados oficiais das forças militares argelinas.

O Ministério da Defesa, em comunicado, apontou igualmente as causas provisórias do acidente a “condições climatéricas muito más, envolvendo uma tempestade e forte queda de neve”, mas divulgou também a criação de uma comissão para conduzir uma investigação à queda do avião. O vice-ministro da Defesa e também responsável pelas Forças Armadas argelinas, Ahmed Gaid Salah, vai, inclusive, deslocar-se ao local do acidente.

Este foi o pior acidente aéreo na Argélia desde há uma década, quando um Boeing 737, da Air Algerie, se despenhou pouco depois de ter levantado voo também da cidade de Tamanrasset, matando 102 pessoas, tendo havido, então, curiosamente, também um só sobrevivente.

Face a esta nova tragédia, o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, enviou as condolências às famílias das vitimas e decretou três dias de luto a partir desta quarta-feira.