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Itália: Guerra fratricida no seio do Partido Democrático

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Itália: Guerra fratricida no seio do Partido Democrático

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Em resposta às pressões para se demitir, que chegam mesmo do ambicioso presidente do seu partido, o primeiro-ministro italiano apresentou o “Compromisso Itália”, um plano de governo com 57 páginas, dividido em três capítulos: Economia, Trabalho e União Europeia.

Um anúncio de Enrico Letta na véspera da reunião do Conselho Nacional do Partido Democrático (PD, centro-esquerda) onde se prevê um novo braço de ferro, já que o partido terá de renovar o apoio ao governo de coligação dirigido por Letta.

Na conferência de imprensa desta quarta-feira, o primeiro-ministro italiano disse que “uma demissão não pode assentar em rumores, em manobras palacianas” e lançou um desafio aqueles que o querem substituir: “devem dizer aos italianos o que é que querem fazer”.

O estilo playboy diletante de Mateo Renzi, presidente do PD, promoveu a ascensão mediática e política do também presidente da Câmara de Florença numa Itália onde, nas últimas décadas, reinou o agora criminoso “il cavalieri”, Silvio Berlusconi, com quem Renzi negociou a polémica reforma da lei eleitoral.

Renzi quer ser primeiro-ministro a todo o custo e o espectro da crise política continua a pairar sobre a terceira maior economia da zona euro.