Última hora

Última hora

Mau tempo: Reino Unido e sete ilhas nos Açores com alerta vermelho

Em leitura:

Mau tempo: Reino Unido e sete ilhas nos Açores com alerta vermelho

Tamanho do texto Aa Aa

Os grupos ocidental (Flores e Corvo) e central (Terceira, Graciosa, São Jorge, Faial e Pico) do arquipélago dos Açores está, à imagem de boa parte do Reino Unido, sob alerta vermelho. O alerta vai manter-se nas ilhas portuguesas durante esta quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, devido ao vento e à agitação marítima que se preveem fortes, em especial a ondulação que pode atingir os 12 metros de altura. O grupo oriental dos Açores (São Miguel e Santa Maria) estará sob alerta laranja para o vento e amarelo para a ondulação.

Esta quarta-feira, ao final da tarde, cerca de 70 estradas estavam cortadas em Portugal Continental devido ao mau tempo, informou a Proteção Civil. Inundações, neve e desmoronamentos estiveram na origem dessas interrupções de vias. As localidades de Reguengo do Alviela e Caneiras, no distrito de Santarém, continuavam também isoladas.

De resto, as atenções europeias centram-se por estes dias no Reino Unido, onde o mau tempo parece quase assemelhar-se a uma campanha promocional para estreia a 4 de abril do filme “Noé”, de Darren Aranovsky e protagonizado por Russel Crowe, que relata a história da célebre arca que venceu o dilúvio e salvou várias espécies de animais (estreia em Portugal a 27 de março).

Filmes à parte, a realidade está a ser bem dura para os britânicos do sul da Inglaterra, que estão já a viver uma autêntica calamidade natural. A chuva abundante, o vento forte e a violenta investida do oceano Atlântico nas zonas costeiras está a ajudar a elevar o nível das águas em todo o vale do Tamisa.

Na vila de Moorland, na região de Somerset, os habitantes queixam-se do pouco apoio que a Agência Ambiental britânica lhes concedeu. A maior parte daquela localidade teve mesmo de ser evacuada.

Militares do exército têm sido destacados para ajudar os habitantes a fazer frente à intempérie em diversas zonas e alguns foram mesmo incumbidos de avisar algumas famílias de que as suas casas teriam de ser sacrificadas, pois a água do rio iria ser desviada na direção delas para poupar muitas outras casas concentradas noutras regiões.

Todo o vale do Tamisa está inundado e o barco passou a ser o principal meio de transporte na região. Com as águas a subir, a marina de Shepperton, em Middlesex, está em alerta. “Isto vai continuar a piorar porque nós estamos a jusante do Tamisa e, pelo rio abaixo, tudo vai ser inundado logo que as barreiras, os açudes e as comportas sejam abertos”, anteviu Alex Staddon, funcionário da marina de Shepperton

Perto de Chippenham, em Wiltshire, um homem de 70 anos foi eletrocutado quando tentava mover uma árvore que caiu com a força do vento e arrastou cabos elétricos.

Tal como no domingo, em Portugal, com o Benfica-Sporting, a Liga inglesa viu alguns jogos serem adiados esta quarta-feira devido ao mau tempo. Foi o caso do Manchester City-Sunderland e do Everton-Crystal palace. O Stoke City-Swansea chegou a estar suspenso durante um quarto de hora devido às condições adversas do tempo.

Já sem as botas de borracha com que foi visto na semana passada numa zona alagada, em Londres, no parlamento britânico, o primeiro-ministro britânico prometeu ajudar. “Quando toca a este tipo de ajuda, dinheiro não é obstáculo. Vamos gastar o que for necessário para ajudar as famílias e toda a comunidade a ultrapassar este período tão complicado”, afirmou David Cameron, que continua a fazer finca-pé face à União europeia e a não recorrer ao fundo europeu preparado para ser acionado no apoio aos Estados-membros em situações similares àquela em que se encontra o Reino Unido

Na costa atlântica, no sul do Reino Unido, as ondas continuam a fazer-se notar, mas é o vento que centra agora maiores preocupações. Tal como em Brighton, onde esteve a correspondente da euronews, Emily Dexter: “Ventos com a força de furacões estão a devastar a vida de milhares de pessoas, vítimas de inundações na costa sul do Reino Unido. A muralha da marina aqui, em Brighton, está a ser fustigada por violentas ondas e rajadas de vento implacáveis. Os meteorologistas preveem o equivalente a um mês de chuva concentrado apenas nos próximos dois dias.”