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Milhões para o Canal do Panamá nas mãos da seguradora

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Milhões para o Canal do Panamá nas mãos da seguradora

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A ampliação do Canal do Panamá, que celebra 100 anos a 15 de agosto, pode vir a ser retomada em breve caso a seguradora da obra, a Zurich, aceite passar a ser um dos investidores do projeto. A obra está suspensa desde 5 de fevereiro devido a divergências que se arrastavam entre a Autoridade do Canal do Panamá e o consórcio Unidos pelo Canal, grupo liderado pela empresa espanhola Secyr e pela italiana Salini Impregilo, que reclamavam mais 1600 milhões de dólares (cerca de 1175 milhões de euros) para colmatar imprevistos surgidos.

Esta quarta-feira um princípio de acordo entre as duas partes foi alcançado e que poderá vir a relançar as obras do canal que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico. A solução passa pela injeção de 100 milhões de dólares (73 milhões de euros) por cada uma das partes, mas está, contudo, dependente de uma terceira parte, a seguradora da obra, que terá de aceder a transformar o título de garantia assinado sobre o êxito da empreitada – 400 milhões de dólares (293 milhões de euros) – num empréstimo para a mesma, ou seja, tornar-se num dos investidores.

“A injeção dos 400 milhões de dólares e importante para a solução. Sem isso para a cofinanciar o projeto daqui em diante, os acordos a que chegámos entre as duas partes possivelmente cairão em saco roto”, explicou o administrador da Autoridade do Canal do Panamá, acrescentando: “Ainda temos alguns tópicos por resolver e estamos a trabalhar nesse sentido.”

Em jeito de ultimato, Jorge Quijano disse ainda: “A paciência tem o seu limite, certo? Na verdade, para nós, isto tem de estar resolvido no prazo de uma semana.”

As obras de ampliação do Canal do Panamá estavam previstas terminar, por contrato, em outubro deste ano. Há alguns meses, porém, o grupo Unidos pelo Canal anunciou o adiamento do final da obra para junho de 2015.

O projeto foi inicialmente aprovado com o valor de 3118 milhões de dólares (2289 milhões de euros). A Autoridade do Canal do Panamá revelou já ter pago 2831 milhões de dólares (2079 milhões de euros) ao grupo Unidos pelo Canal, incluindo 784 milhões (575 milhões de euros) em antecipações reembolsáveis e, pelo menos, 160 milhões de custos extras (117 milhões de euros).