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Ucrânia está a 2 meses de falir e não há luz ao fundo do túnel

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Ucrânia está a 2 meses de falir e não há luz ao fundo do túnel

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À beira da falência, a Ucrânia necessita urgentemente de dinheiro, venha ele da União Europeia ou de Moscovo.

Segundo os peritos, os cofres de Kiev esgotam-se dentro de 2 meses e não há qualquer luz ao fundo do túnel quanto ao fim da crise política e da revolução que tomou conta das ruas.

Um conselheiro político do presidente Ianukovich propõe uma solução próxima da utopia:

“É necessário formar um governo que não irrite europeus e norte-americanos. Simultaneamente, tem de ser um governo que possa ir a Moscovo buscar dinheiro, nomeadamente a segunda tranche do empréstimo russo”, refere Mykhaylo Pohrebinsky.

Entre a espada e a parede, a Ucrânia não consegue escolher entre o apoio de Bruxelas – que implica reformas profundas – e o dinheiro de Moscovo, que tem imposto cada vez mais condições.

A alta finança prefere a ajuda do Ocidente. “Sem dúvida que, para os mercados e globalmente para a economia ucraniana, seria melhor o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) porque uma ajuda do FMI obriga o governo a realizar reformas que tornarão a economia ucraniana mais sustentável, enquanto o apoio da Rússia significa arranjar dinheiro que será gasto para pagar o gás importado da Rússia”, refere a economista chefe do maior banco de investimento da Ucrânia, o Dragon Capital.

Principal vítima da crise, a população está pouco interessada nos detalhes, como explica um habitante de Kiev: “Se for um empréstimo com boas condições, pouco importa de onde vem o dinheiro. Mas não nos podemos esquecer que o empréstimo terá de ser pago e isso será desastroso para atuais e futuras gerações”.