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Itália terá um PM pouco experiente a poucos meses de presidir à UE

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Itália terá um PM pouco experiente a poucos meses de presidir à UE

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A três meses das eleições europeias e a quatro e meio de iniciar a presidência da União Europeia (UE), a Itália enfrenta a demissão do primeiro-ministro Enrico Letta, bem conhecido dos líderes europeus.

O jovem Matteo Renzi, recentemente à frente do Partido Democrático (centro-esquerda, a que pertence Letta), vai ter de lidar com os pesos-pesados da UE.

O analista político, Marco Incerti, realça que a Itália “precisa de alguém com suficiente força política para negociar com os diferentes chefes de Estado e de governo, a fim de escolher os melhores candidatos para as instituições europeias (após as eleições). Mas Renzi, caso seja nomeado primeiro-ministro, quase não conhece os seus pares e é também um desconhecido para eles, o que não o vai ajudar”.

O atual autarca de Florença, de 39 anos, protagonizou um golpe palaciano que levou à demissão de Letta e promete lutar contra as políticas de austeridade, face a uma Itália com débil crescimento económico.

Mas o jornalista do Financial Times, James Fontanella-Khan, realça que “Matteo Renzi faz o discurso, um pouco à semelhança dos presidentes da França Sarkozy e Hollande, de que assim que chegar ao poder vai renegociar com Bruxelas. Mas a realidade é que existe uma luta complicada pelo poder na UE e não me parece que Renzi chegue aqui e mude todas as regras do jogo”.

A vida política italiana tem sido um folhetim de voltas e reviravoltas desde as eleições legislativas realizadas há um ano, destacando-se a expulsão de Silvio Berlusconi do Senado e a ascensão de Matteo Renzi a líder do centro-esquerda.