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Matteo Renzi a caminho da chefia do governo italiano

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Matteo Renzi a caminho da chefia do governo italiano

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Em Itália, tudo indica que a crise política vai resolver-se sem o recurso a eleições antecipadas e que o atual líder do Partido Democrático, Matteo Renzi, vai ser o novo primeiro-ministro, depois do anúncio da demissão de Enrico Letta.

Desta vez, não foi o parlamento nem a oposição a afastar o governo, mas o próprio Partido Democrático, maioritário no governo, que deixou de apoiar Letta, o que levou o primeiro-ministro a apresentar a demissão.

Matteo Renzi, presidente da Câmara de Florença, prepara-se, aos 39 anos, para chegar ao Palácio Chigi: “Estamos numa encruzilhada. Se a Itália precisa de uma mudança, ou esta mudança é protagonizada pelo Partido Democrático ou não faz sentido”, disse.

Outra das principais figuras do partido, o presidente da Câmara de Roma, Ignazio Marino, concorda com a solução apresentada: “O que foi decidido hoje, por uma larga maioria, é talvez a melhor solução, tendo em conta que precisamos intervir neste país onde as pessoas e as entidades locais precisam de respostas imediatas. Eu tenho conhecimento de causa, porque dirijo a cidade mais importante de Itália”.

Mas a opinião não é unânime: “Se há uma coisa que não aceito são as escolhas obrigatórias. Esta é uma escolha política, que consiste em retirar, diretamente, a confiança a Enrico Letta”, disse Giuseppe Civati, outra figura do partido.

A demissão de Letta acontece numa altura em que começava já a desenhar-se uma crise política. Expulso do Senado, Silvio Berlusconi decidiu refundar a Forza Italia e extinguir o anterior partido, Povo das Liberdades, que se separou em dois. Uma parte continua no governo e a outra está agora na oposição.