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Nova tormenta política em Itália

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Nova tormenta política em Itália

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Pressionado por uma crise política, o primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, vai esta tarde apresentar a sua demissão ao presidente da República. A renúncia ao cargo foi anunciada ontem à noite, a apenas nove meses da sua chegada ao poder.

A turbulência veio desta vez do interior do seu próprio partido, o Partido Democrata (PD), de centro-esquerda.

Na mira do secretário-geral do partido, Matteo Renzi, atual presidente da câmara de Florença e provável sucessor do primeiro-ministro, Letta perdeu o apoio no Parlamento e deve ser substituído.

Em congresso os membros do partido votaram a decisão de afastar Entrico Letta por 136 votos a favor, 16 contra e 2 abstenções.

O pretexto desta luta interna no PD foi a necessidade de acelerar as reformas propostas pelo governo mas bloqueadas no Parlamento por falta de uma maioria estável.

Trata-se de uma situação inédita num país acostumado a crises políticas. Renzi intimou Letta a deixar o cargo anunciando que o Partido Democrata lhe retiraria o apoio no Parlamento, derrubando o governo.

O gabinete do primeiro-ministro foi formado em abril, depois de mais de dois meses de impasse na sequência do resultado das eleições de fevereiro.