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Italianos divididos sobre mudança de primeiro-ministro

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Italianos divididos sobre mudança de primeiro-ministro

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A mais que provável substituição de Enrico Letta por Matteo Renzi na chefia do governo italiano está a dividir o país. Mais uma vez, a Itália vai ter um primeiro-ministro que não foi eleito.

A anunciada subida do líder do Partido Democrático e presidente da Câmara de Florença a número um do governo acontece depois de manobras dentro do próprio partido.

“Esperemos que ele, numa fase inicial, consiga impor a mudança de ritmo que era esperada de Letta. O país precisa dele e uma nova perda de credibilidade, com um falhanço da missão de Renzi, seria prejudicial para a imagem internacional de Itália, incluindo nos mercados financeiros”, diz Sergio, um habitante de Roma.

Luigi Contu, diretor da agência noticiosa Ansa, acredita que o país só tem a ganhar com o novo executivo: “O governo de Letta não era um governo normal, porque era consequência de um resultado eleitoral pouco claro. Os eleitores não fizeram uma escolha clara, sobretudo tendo em conta que o principal partido, o Partido Democrático, estava sem líder. Com a emergência de um verdadeiro líder, escolhido pelos eleitores, como Renzi, o governo pode, paradoxalmente, ficar mais forte”.

Terminadas as consultas, começa uma fase delicada, que é a de encontrar uma solução rápida para sair da crise e formar um novo governo, que vai ter como primeiras medidas o exame da lei eleitoral e reformas económicas urgentes. Reportagem da correspondente da euronews em Roma, Sabrina Pisu.