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Morsi foi apresentado aos juízes para ser julgado por conspiração

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Morsi foi apresentado aos juízes para ser julgado por conspiração

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Mohamed Morsi foi apresentado aos juízes para ser julgado por conspiração com organizações estrangeiras para cometer atos terroristas.

Derrubado pelo exército em julho, um ano após a sua eleição, o ex-presidente enfrenta três casos separados e responde, ainda, no âmbito do processo contra a Irmandade Muçulmana.

Os advogados de Mohamed Morsi retiraram-se da sala em protesto contra a ausência de som, porque eram incapazes de ouvir o seu cliente. O juiz, que controla os microfones que permitem aos réus serem ouvidos, contestou a atitude dos magistrados.

O tribunal ordenou um consórcio de dez advogados para nomear novos advogados para defender Mohamed Morsi no julgamento, que será retomado a 23 de fevereiro.

Um total de 36 pessoas são consideradas neste julgamento por diversos crimes, incluindo a execução de atos terroristas no Egito e na divulgação de segredos militares para um país estrangeiro.

Além de Mohamed Morsi também são considerados vários outros líderes da Irmandade Muçulmana, entre eles Mohamed Badie, Khairat al Chater e Mahmoud Ezzat, declarou uma organização terrorista.

De acordo com a acusação, o plano da Irmandade Muçulmana foi enviar “elementos” na Faixa de Gaza para receber treinamento militar do Hezbollah e da Guarda Revolucionária iraniana.

De regresso ao Egito, esses “elementos” uniram forças com grupos radicais Península do Sinai, de acordo com esta versão do parquê.

Após Hosni Mubarak ter sido derrubado, em 2011, os grupos radicais aproveitaram-se do caos no Egito para realizar ataques contra as forças de segurança no norte do Sinai e em outros lugares.