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Benjamim do PD italiano com ascensão meteórica

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Benjamim do PD italiano com ascensão meteórica

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Matteo Renzi, ainda há um ano e meio, era praticamente desconhecido e agora, aos 39 anos é o benjamim da política italiana. Os primeiros adjetivos que ocorrem, em relação a ele são: ambicioso e dinâmico

Inspira-se nos discursos de Blair e Obama. Construiu o essencial da carreira política a nível regional, como presidente da Câmara de Florença. Tinha como programa terminar com a influência dos barões do partido.
Renzi distingue-se, principalmente, pelo talento de orador:

“Quero uma esquerda que governe Itália e não se recrie nos próprios fracassos”

“Desde hoje, temos de procurar atuar para não nos convertermos no pior da esquerda, a que, nos últimos 20 anos não conseguiu acabar com o conflito de interesses, que se desgraçou a si própria ao deixar de lado líderes que ganharam as eleições, como Prodi”.

Eleito para dirigir o Partido Democrático, primeira força de esquerda no país e primeiro partido da maioria governamental, no dia 8 de dezembro, Matteo Renzi quer refazer o partido à imagem do New Labour, promovida em 1994 pelo futuro primeiro-ministro Tony Blair, para fazer uma partido mais ágil e inovador. Durante uma sondagem efetuada há três semanas, 54% dos italianos afirmaram ter uma opinião favorável sobre o jovem líder político.

No dia 18 de janeiro Renzi conclui um acordo com Sílvio Berlusconi, na sede do PD, sobre o projeto de revisão da lei eleitoral para garantir maiorias mais estáveis.

Com as suas críticas constantes, acusando Enrico Letta de falta de determinação, acabou por o fragilizar.

A Itália sofreu a queda de cinco governos na última década. Renzi é o terceiro líder do executivo não eleito, a seguir ao tecnocrata Mario Monti e a Enrico Letta.

É preciso restaurar a confiança, dos jovens sobretudo., Aldo Cazzullo, analista italiano.