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Mão prostética sente movimento

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Mão prostética sente movimento

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O dinamarquês Dennis Aabo Sorensen, amputado da mão esquerda há nove anos, voltou a ter a sensação de agarrar um objeto. A mão prostética detetou o movimento muscular do braço, o que permitiu à mão artificial abrir-se e fechar-se.

“Foi incrível de repente sentir algo depois de nove anos, a mão voltou a falar com o cérebro e isso foi incrível”, contou o paciente dinamarquês de 36 anos, voluntário para testar a nova tecnologia.

O projeto foi desenvolvido por uma equipa internacional baseada em Itália. Os médicos implantaram pequenos elétrodos nos nervos. A mão biónica equipada com sensores foi ligada a esses elétrodos.
Ao receber o sinal elétrico, o paciente afirma ter tido a sensação dos dedos a mexer, o que significa que os nervos continuam a comunicar com o cérebro.

“Os elétrodos são seletivos, no sentido em que são capazes de realizar um contato muito preciso com pequenos feixes ao nível dos nervos, o que é fundamental para ter sensações próximas do que é natural”, explicou Silvestro Micera, Professor de Engenharia Biomédica na Universidade de Pisa.

Há vários projetos similares em universidades europeias e norte-americanas, mas esta foi a primeira vez que a sensação do paciente permitiu controlar um membro artificial em tempo real.

“O cirurgião cria em primeiro lugar um cenário onde os dois nervos ficam em destaque.
Depois abre o tecido à volta dos nervos e identifica feixes individuais e introduz os elétrodos”, explicou Paolo Maria Rossini, Chefe Neurologista no Hospital Gemelli em Rome.

A investigação vai prosseguir. Um dos desafios é desenvolver uma técnica menos invasiva de modo a não danificar os nervos.