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Sochi: Maze conquista segunda medalha de ouro, Camille Dias com estreia feliz

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Sochi: Maze conquista segunda medalha de ouro, Camille Dias com estreia feliz

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Tina Maze regressou à boa forma a que nos habituou e depois de uma primeira metade de temporada para esquecer, tem sido um dos grandes destaques nos Jogos Olímpicos de Inverno.

A eslovena tem já duas medalhas de ouro conquistadas em Sochi. Depois do título olímpico a meias com Dominique Gisin no downhill, Maze conquistou o slalom gigante, impondo-se à campeã olímpica no super g, Anna Fenninger.

Maze dominou a primeira manga e na segunda fez quanto baste para garantir o triunfo por sete centésimos de segundo.

A campeã olímpica em Vancouver, Viktoria Rebensburg, fez o melhor tempo na segunda manga e conquistou o bronze.

As duas especialistas suecas do slalom gigante ficaram de mãos a abanar, Pietilä-Holmner foi sexta, Lindell-Vikarby sétima.

Ao décimo primeiro dia de competição em Sochi, Portugal entrou finalmente em ação. Camille Dias foi 59ª entre 90 participantes. Terminou com o tempo de 3m07s63’ a 30s76’ de Tina Maze.

A esquiadora de apenas 17 anos volta a representar as cores nacionais dia 21 de fevereiro no slalom.

Meio pé separa Fourcade do terceiro ouro

Os 15km partida em massa prometiam um duelo animado entre os dois biatletas que têm dominado a modalidade nos últimos anos, Martin Fourcade e Emil Hegle Svendsen.

O norueguês acertou todos os tiros, o francês falhou apenas um e a vitória acabou por ser decidida sobre a linha da meta. Os dois rivais até terminaram com o mesmo tempo mas Svendsen venceu o sprint por meio pé, a diferença entre ouro e prata.

O bronze foi para o checo Ondřej Moravec, que já tinha vencido a prata na perseguição e se estabeleceu assim como o melhor dos atores secundários.

O papel principal vai para Martin Fourcade, já com duas medalhas de ouro e uma de prata e ainda duas estafetas pela frente para poder aumentar o seu pecúlio.

Dobradinha norueguesa no combinado nórdico

Também no combinado nórdico a medalha de ouro foi decidida ao sprint, entre os noruegueses Jørgen Graabak e Magnus Moan. Os dois compatriotas fizeram sexto e sétimo no salto, respetivamente, e foram inseparáveis nos 10km esqui de fundo.

Na linha da meta, Graabak levou a melhor e garantiu a primeira medalha de ouro da carreira. O alemão Fabian Rießle ficou-se pelo lugar mais baixo do pódio.

Campeão olímpico em Vancouver, desta vez Bill Demong não foi além do 31º posto.

Vaultier termina com maldição

A final de snowboard cross também proporcionou um duelo excitante e cheio de incerteza até aos derradeiros momentos. Pierre Vaultier impôs-se nos metros finais a Nikolay Olyunin.

O francês, que já venceu por três vezes a Taça do Mundo da disciplina, colocou um ponto final a uma verdadeira maldição nas grandes competições. Já o russo subiu ao pódio apenas pela segunda vez na carreira.

A medalha de bronze foi para o norte-americano Alex Deibold.

Jogos sem a Jamaica no bobsleigh não são a mesma coisa

A equipa jamaicana de bobsleigh é invariavelmente uma das principais atrações de quaisquer jogos de inverno, mesmo antes do início da competição.

Marvin Dixon e Winston Watts são os representantes da ilha caribenha em Sochi. Descontraídos como só os jamaicanos conseguem ser, admitem que os resultados não os preocupam e que o importante é competir.

Uma visão que ajuda a explicar o 29º lugar alcançado, último entre as equipas que completaram uma prova ganha pela Rússia.

A ligação da Jamaica ao bobsleigh remonta aos jogos de Calgary, em 1988, em que Portugal também esteve representado na disciplina por três equipas. Os jamaicanos, no entanto, foram a grande atração da prova e a sua aventura deu inclusivamente origem a um filme.