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Ucrânia: Acumulam-se cadáveres na revolução em Kiev

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Ucrânia: Acumulam-se cadáveres na revolução em Kiev

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Acumulam-se os mortos em Kiev. A revolução está nas ruas e a equipa da euronews cruzou-se com dois cadáveres numa das vias de acesso à Praça da Independência, epicentro da revolta.

Os polícias “são zombies” ulula um habitante. “Deixem as vossas mulheres e filhos enterrar estes corpos”, pede outra ucraniana.

As forças especiais cercaram a Praça da Independência ainda antes de ter expirado o ultimato do regime para os manifestantes desmobilizarem.

“Caí por terra e pensei que ia morrer. Em cima de mim estava uma pessoa morta, uma mulher que levou um tiro. Um homem também foi abatido e, como podem ver, junto ao metro há muitas pessoas feridas”, relatou uma testemunha.

Vitali Klitschko, um dos líderes da oposição, já apelou “às mulheres e às crianças” para abandonarem Maidan por receio de um assalto das autoridades.

Um pouco mais longe, próximo do parlamento, médicos e bombeiros não têm mãos a medir.

“Estávamos com muito medo quando entrámos na rua para recolher os feridos. A polícia de choque, a Berkut estava a bater nas pessoas apesar destas estarem feridas e também nos tentou agredir”, acusou um médico.

Atrás do médico, dentro do edifício que serve de messe aos oficiais, mais três cadáveres por terra. São os primeiros mortos relatados neste dia 18 de fevereiro, o mais sangrento desde o início do levantamento popular contra o regime dirigido por Viktor Ianukovitch.

Para além dos mortos, centenas de pessoas foram detidas em Kiev nas últimas horas.

Segundo Sérgio Cantone, um correspondente da euronews, “hoje (terça-feira) foi um dia de confrontos violentos. Vimos pessoas mortas, vimos muitos feridos e destruição. Se existe uma estratégia, alguém terá de a explicar”.