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Uma tragédia grega aos olhos do cineasta Pantelis Voulgaris

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Uma tragédia grega aos olhos do cineasta Pantelis Voulgaris

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A nova história de sucesso do cinema grego é o filme “Micra Anglia”, dirigido pelo cineasta veterano Pantelis Voulgaris.

O enredo passa-se na ilha grega de Andros e conta a saga de uma família unida e separada por um terrível segredo, uma história de paixão e perda que nos remete para os anos 30 e 40 do século passado mas que poderia retratar qualquer outra era, como explica o realizador:

“Todos os sentimentos humanos: amor, separação, solidão existem nos dias de hoje. Todas essas emoções são constantes e são parte do mundo do cinema desde há muitos anos. Não existem emoções decadentes ou marginais. Os sentimentos dos personagens, no filme, não caracterizam uma época ou período de tempo específico”.

O argumento é de Ioanna Karystiani, escritora grega, e é uma adaptação de um dos seus romances, uma conjugação de fatores, como explica Karystiani:

“Eu sabia que o realizador e eu tínhamos coisas em comum: ambos nos interessamos pela perspetiva humana, consideramos que a vida é uma aventura, concentramo-nos nos detalhes ambíguos que determinam a vida. Isso foi extremamente importante para mim. Disse para mim própria: “este filme vai ser uma aposta desafiadora”. Queria pôr os espetadores a pensar e no filme esquecendo o livro. Não queria que ele servisse de muleta. O espetador deve nadar, sozinho, nesta tempestade de sentimentos dos personagens”.

Na Grécia, o sucesso do filme está a ser estrondoso.

O facto de, dentro de dois meses, cerca de 400 mil pessoas terem visto o filme, algumas delas mais do que uma vez, é emocionante e incrível. Dá-me uma grande alegria. Sinto que valeu a pena. Fazer este filme foi muito gratificante”, desabafa o cineasta.

Os produtores do filme estão à procura de um lançamento internacional e estão perto de conseguir distribuição em França e Inglaterra.