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Situação cada vez mais incontrolável na Ucrânia

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Situação cada vez mais incontrolável na Ucrânia

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A violência dos últimos dois dias, em Kiev, na Ucrânia, está a alastrar a outras zonas do país. É o caso em Lviv, bastião nacionalista e pró-europeista na zona ocidental do país, onde os adversários de Viktor Ianukovich declaram a autonomia política, após terem tomado de assalto os edifícios-sede da administração regional e da polícia.

Para os manifestantes, esta foi a única forma de se fazerem ouvir. “Apoiamos as medidas radicais dos manifestantes porque não há outra maneira de sermos ouvidos pelo poder. Já há muitos manifestantes pacíficos e o presidente não os ouve. Por isso, não há outra solução”, explica uma jovem.

O assalto à sede da polícia de Lviv foi dado por cerca de cinco mil manifestantes, que atacaram igualmente edifícios militares da região. “Os ativistas tomaram igualmente o controlo da sede da polícia municipal e departamental, assim como a procuradoria. Diz-se que cerca de 500 armas desapareceram dos arsenais da polícia. Ninguém sabe o que lhes aconteceu”, explica Victoria Ivaskevych, correspondente da euronews em Lviv.

Mas não é só em Lviv que a situação se inflama. Em várias outras cidades do oeste da Ucrânia, os opositores ao governo tomaram o controlo dos edifícios administrativos. Em Lutsk, onde o governador foi algemado pelos manifestantes, a polícia juntou-se aos protestos e exige agora a demissão do presidente Ianukovich.