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Ucrânia: Diplomatas da UE reúnem-se em Bruxelas sem Machete

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Ucrânia: Diplomatas da UE reúnem-se em Bruxelas sem Machete

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Realiza-se esta quinta-feira, em Bruxelas, um Conselho extraordinário de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) para discutir em exclusivo as incidências sangrentas dos últimos dias na Ucrânia. O chefe da diplomacia portuguesa, Rui Machete, não estará presente, fazendo representar-se por Bruno Maçães, secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

Em Maputo, onde participa esta quinta-feira numa outra reunião extraordinária mas do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Rui Machete acedeu a falar, mesmo assim, sobre o conflito político ucraniano. “A posição de Portugal vai depender da reunião que se realiza em Bruxelas”, garantiu o responsável pela diplomacia nacional.

Antecipando, entretanto, a reunião desta quinta-feira, Catherine Ashton, a chefe da diplomacia da UE, admite que da reunião de Bruxelas pode resultar a aplicação de sanções ao governo da Ucrânia.

O Banco Europeu de Investimento (BIE), contudo, já se antecipou. “Para já, parámos as atividades na Ucrânia. Temos de esperar para perceber quais os progressos económicos e políticos no país. Além disso, estamos totalmente ao lado do Serviço Europeu de Ação Externa e também do Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE”, afirmou Werner Hoyer, presidente do BIE.

A terça-feira sangrenta de Kiev, o dia mais negro da história de 23 anos da Ucrânia, voltou a centrar os focos internacionais naquela antiga república soviética e no conflito político que há três meses mantém o país em ponto de fervura, com feridas difíceis de sarar.

Para o nosso correspondente em Bruxelas, James Franey, a reação europeia a sair da reunião desta quinta-feira pode chegar demasiado tarde: “Parece que foi já há muito tempo que na Ucrânia se marchou rumo à Maidan com bandeiras da UE nas mãos. Desde então, a União tem lutado para se manter relevante e capaz de influenciar os acontecimentos. Mesmo que os ministros da UE se decidam pelas sanções como o próximo passo para resolver esta crise, para muitos dos manifestantes na Ucrânia isto será pouco e já virá tarde.”