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UE confiante no fim do conflito ucraniano

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UE confiante no fim do conflito ucraniano

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Com a assinatura esta sexta-feira do acordo entre o presidente ucraniano e a oposição, parecem estar conseguidas as condições para o fim de um conflito que se arrasta há três meses e já causou centenas de feridos e quase uma centena de vítimas mortais.

No espaço de 24 horas após a assinatura do acordo, deverá ser aprovada uma lei que restaure a Constituição de 2004, que limitava os poderes do presidente.
Os signatários do documento comprometeram-se a criar uma coligação e formar um governo de salvação nacional, nos 10 dias que se seguirão à restauração da Constituição de 2004.
Assim que a nova Constituição ucraniana seja adotada, serão marcadas eleições presidenciais.

Para o ministro dos negócios estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, um dos representantes da União Europeia, que mediaram nas negociações, se tivesse sido conseguido antes, este acordo teria evitado muitas tragédias:

“Claro que chegou tarde, seria muito melhor se tivéssemos conseguido este acordo antes de todos os acontecimentos trágicos. mas este compromisso permite-nos esperar que a política ucraniana regresse onde pertence, às instituições democráticas. Ambas as partes enfrentam riscos, mas a União Europeia acompanhará a implementação deste acordo”.

O chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeir, vê neste compromisso um ponto de viragem para a política ucraniana:

“Todos contribuiram para este resultado, isto não se conseguiu com o esforço de uma só pessoa. Deve-se, principalmente ao fato de os ucranianos terem sabido encontrar um caminho de colaboração, um caminho que no passado não havia sido encontrado”

Agora resta esperar que os ucranianos que ainda ocupam o centro de Kiev confiem no acordo e regressem às suas vidas. Para trás, fica um rasto de morte, mas o compromisso alcançado parece prometer dias melhores para a Ucrânia.