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Maidan não quer políticos da velha guarda no novo governo

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Maidan não quer políticos da velha guarda no novo governo

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O parlamento ucraniano tomou este domingo uma série de passos decisivos, nomeando Presidente interino Aleksander Turchinov – desde sábado presidente do parlamento, demitindo os ministros dos negócios estrangeiros e da educação, confiscando a residência de luxo de Ianukovitch e abolindo o projeto de lei controverso que tornava a língua russa um idioma regional no país e que há dois anos provocou protestos.

Ao mesmo tempo, decorrem negociações sobre a composição da nova coligação que deverá governar o país. Entre os possíveis candidatos a chefe de governo, surgem os nomes de Yulia Timochenko, Arseni Yatseniuk e Petro Porochenko. Entretanto, Yulia Timochenko, libertada no sábado da prisão, já disse que a sua candidatura não deveria ser considerada. A composição do novo governo deverá ser conhecida na terça-feira.
Isto, enquanto o Partido das Regiões responsabiliza Viktor Ianukovitch pelos acontecimentos dos últimos dias.

Centenas de pessoas protestaram este domingo junto do Parlamento, exigindo o afastamento de todos os políticos com ligações ao anterior regime comunista – querem a renovação da classe política e alguns deles pedem que Yulia Timochenko se mantenha longe dos gabinestas governamentais.

Enquanto os políticos ucranianos negoceiam a coligação e os candidatos a primeiro-ministro, os manifestantes de Maidan exigem a renovação da classe política.

Uma das manifestantes disse à euronews que a Ucrânia “não precisa de um novo chefe, precisa é de um novo futuro”. “Não lutámos para que uma associação de bandidos venha substituir a anterior. Defendo uma limpeza da cena política. A oposição tem de passar por uma triagem, para que possamos saber em quem estamos a votar. Temos de conhecer as biografias daqueles em quem votamos”, frisou.

Outro jovem acrescentou “Não queremos ver políticos da velha guarda no governo. Quanto tempo temos ainda de os aguentar? Eles já cá estavam antes. Não esquecemos a lição de 2004. Basta”.

A revolução custou vidas humanas e não estão dispostos a desperdiçá-las, segundo outra das manifestantes à porta do Parlamento: “Queremos ver rostos novos – os rostos daqueles que fizeram esta revolução. As pessoas não deram a vida pelos políticos, mas pela sua própria liberdade. Yulia Timochenko já governou, não vai mudar nada.”