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Sochi: Melhor Rússia de sempre fecha Olimpíadas de inverno

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Sochi: Melhor Rússia de sempre fecha Olimpíadas de inverno

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A anfitriã Rússia encerrou os Jogos Olímpicos de Inverno como a delegação que mais e melhores medalhas venceu. Com um total de 33, os russos conseguiram mesmo a melhor participação de sempre na competição, suplantando inclusive o recorde de 1988, em Calgary, no Canadá, onde, pela última vez como União Soviética, haviam conquistado 29 medalhas.

Das conquistas deste ano, 13 medalhas foram de ouro, 11 de prata e nove de bronze, o que garantiu aos anfitriões a liderança da tabela das medalhas de Sochi 2014. Na segunda posição, ficou a Noruega (26 no total, 11 de ouro, 5 de prata e 10 de bronze e, em terceiro, o Canadá (25=10+10+5). Os Estados Unidos, apesar de terem o segundo maior número de medalhas conquistadas nestas olimpíadas de inverno russas (28), fecharam os jogos na quarta posição, com 9 medalhas de ouro, 7 de prata e 12 de bronze.

Portugal participou pela sétima vez nuns Jogos Olímpicos de Inverno, desta feita com dois atletas, mas continua longe das medalhas. Tal como o Brasil, aliás, que contou com 13 representantes em Sochi e continua a zeros no número de medalhas após, igualmente, sete participações nas olímpiadas “geladas”. Além de Portugal e Brasil, Timor Leste é o outro dos integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com participações nos Jogos de Inverno. Os timorenses, aliás, acabam de se estrear em Sochi, com um único representante, o esquiador Yohan Gonçalves Goutt, que também deixa a Rússia sem medalhas, tendo sido, curiosamente, o último classificado do “slalom.”

Voltando à delegação da Rússia, foi no penúltimo dia de prova que os anfitriões chegaram à liderança da tabela de medalhas. Mas foi somente neste último que garantiram o triunfo na geral e um novo recorde de medalhas conquistadas numa só edição dos Jogos de inverno. Em boa parte devido à final dos 50kmn “Cross Country”, cujo pódio foi totalmente russo, com Alexander Legkov em primeiro (1h46min55,2seg); Maxim Vylegzhanin (1h46min56,9seg); e Ilia Chernousov (1h46min56,0seg).

O destaque individual do dia, entre a delegação anfitriã, vai para Alexander Zubkov, no Bobsleigh. Depois do ouro na categoria de pares, o timoneiro russo tornou-se bicampeão ao conduzir a Rússia para o triunfo também nos quartetos. A Letónia ficou em segundo e os campeões de Vancouver 2010, os Estados Unidos, terminaram em terceiro. O Brasil não se qualificou para a final e deixou Sochi com 29.o lugar no Bobsleigh.

As últimas medalhas em Sochi foram entregues na final de hóquei no gelo. Frente-a-frente, os últimos dois campeões: Canadá (Vancouver 2010) e Suécia (Turim 2006). Dominadores quase desde o início da partida, os canadianos abriram o marcador, por Jonathan Toews. Sidney Crosby adiantou os campeões em título no segundo período e, já na derradeira parte, o capitão Chris Kunitz, estreou-se a marcar e na prova e fechou o triunfo sobre os vikings, que valeu aos canadianos a revalidação do título.

Esta equipa do Canadá foi a primeira a defender o título desde que os jogadores da NHL (National Hockey League, campeonato que junta equipas norte-americanas e canadianas) começaram a participar nas Olimpíadas e talvez seja a última. A participação na presente edição envolveu o pagamento de uma taxa avultada e isso levantou uma forte possibilidade de os jogadores da melhor liga do Mundo não voltarem às Olimpíadas, em 2018, nos Jogos de inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul.