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O robô pedreiro: recriar peças de arte

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O robô pedreiro: recriar peças de arte

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Até agora, para fazer uma cópia de um capitel, era preciso um mês e meio de trabalho de escultura.

Hoje, um pedreiro robô, fabricado por uma empresa francesa, fá-lo em apenas uma semana. O robô é capaz de criar todo o tipo de escultura.

Para o conseguir é preciso, primeiro, analisar a peça que se quer copiar, através da digitalização em 3D. Isso permite trabalhá-la em computador para a modificar ou reparar.

Foi o que se fez com esta estátua de Marte, o deus da guerra, cujo nariz está danificado.

O passo seguinte é a programação do braço do robô para que reproduza, exatamente, a escultura digitalizada e trabalhada.

Este robô escultor é usado, principalmente, para recriar obras de património artístico.

Esta técnica foi utilizada na Abadia de Cluny para permitir que o público descobrisse obras inacessíveis, como uma réplica de São Pedro, o original está num museu nos Estados Unidos.

“É uma cópia com uma qualidade extremamente interessante para os visitantes, obviamente que não têm acesso ao original porque está do outro lado do Atlântico”, explica Ghislain Moret de Rocheprise, fundador da empresa Lithias.

Mas, para alcançar esta perfeição a máquina não é suficiente. A mão do homem é indispensável. O escultor ainda intervém depois do trabalho do robô. Só ele é capaz de dar vida à obra de arte, com explica Cedric Courtois, escultor francês:

“Tudo o que representa as partes vivas de um rosto, as sombras, por exemplo. Na verdade, acabei de, com um pedaço de pedra, simplesmente, representar o sexo de um corpo.”

A tecnologia é cara e é maioritariamente utilizada por museus. Mas o que acontecerá aos artistas que dão vida à pedra, quando o robô substituir, definitivamente, as suas mãos?