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Reino Unido e Escócia lutam por petróleo do Mar do Norte

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Reino Unido e Escócia lutam por petróleo do Mar do Norte

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Esta segunda-feira, David Cameron enfiou o capacete e deslocou-se a uma plataforma petrolífera no Mar do Norte.

O primeiro-ministro britânico defende que o Reino Unido é o mais bem colocado para – como aponta um relatório agora publicado – fazer as reformas necessárias para maximizar a exploração das últimas reservas de hidrocarbonetos desta bacia escocesa.

Até agora, daqui foram extraídos 42.000 milhões de barris de equivalente em petróleo (BOE). Mas, nos últimos 10 anos, a produção baixou cerca de 50% e as últimas reservas são as mais difíceis de explorar.

Segundo o relatório, encomendado por Londres, com as reformas e os investimentos necessários, estima-se que entre 12.000 e 24.000 milhões de BOE possam ainda ser extraídos destas águas.

“Penso que este é um argumento forte a favor do Reino Unido, e de como uma das 10 maiores economias do mundo pode apoiar esta indústria. E vamos continuar a apoiá-la para tirarmos o máximo proveito. O máximo proveito para o Reino Unido – incluindo a Escócia. Podemos arcar com os encargos fiscais, o investimento, a estrutura de longo prazo. E isso é bom para todos”, defende Cameron.

Mas a partilha dos recursos petrolíferos é um dos pomos da discórdia entre Londres e Edimburgo – sobretudo, em ambiente de campanha eleitoral para o referendo sobre a independência da Escócia.

Para Alex Salmond, primeiro-ministro desta que é uma das quatro nações do Reino Unido, as contas são simples: “Se excluirmos o petróleo, o PIB per capita da economia escocesa é aproximadamente o mesmo que o do Reino Unido. Se o incluirmos, é 20% mais elevado. De qualquer forma, a Escócia tem um grande potencial económico. O petróleo e o gás deveriam funcionar como um extra e ser utilizados, em termos de gestão, no quadro de uma política de longo prazo.”

Um argumento que, para já, não convence muita gente. Segundo a última sondagem, apenas 37% dos eleitores tenciona dizer “sim” à independência, contra 49% que vai dizer “não”.