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Rússia: 7 condenados a prisão efetiva e mais 200 detenções à porta do tribunal

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Rússia: 7 condenados a prisão efetiva e mais 200 detenções à porta do tribunal

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Entre os oito manifestantes considerados culpados de “distúrbios maciços” e “ataques contra a polícia” durante um protesto anti-Vladimir Putin, em 2012, um recebeu uma pena suspensa e os outros sete foram condenados a penas entre dois anos e meio e quatro anos de prisão num campo de trabalhos forçados, penas menores do que as pedidas pela acusação. A sentença foi lida esta segunda-feira num tribunal de Moscovo.

Enquanto decorria a leitura da sentença, a polícia procedeu a cerca de duas centenas de detenções, tal como aconteceu na sexta-feira. E tal como na semana passada, quando os réus foram considerados culpados pela justiça russa, mais de um milhar de opositores de Putin gritou “vergonha” e clamou por “liberdade” junto ao tribunal.

Antes de voltar a ser detida, um dos membros das Pussy Riot disse esperar que os eventos na Ucrânia sejam uma “inspiração para as pessoas compreenderem que é possível derrubar os czares”. Quanto a Putin, Nadezhda Tolokonnikova afirma ser “claro que esta situação o perturba e assusta”.

Entre os presentes à porta do tribunal encontravam-se Alexei Navalny, o rosto mais conhecido da oposição a Putin, que também acabou na esquadra, e a histórica militante dos direitos humanos na Rússia, Lyudmila Alexeyeva. A ativista considerou que, “em comparação com o que se passa noutros países”, chamar de “distúrbios maciços” ao que aconteceu a 6 de maio de 2012 é “pior do que uma mentira, é uma estupidez” e alertou que, a continuar esta classificação por parte das autoridades, distúrbios maciços “podem mesmo começar a acontecer”.

Para condenar as sentenças, os manifestantes convocaram uma ação de protesto junto ao Kremlin para o final desta segunda-feira.