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Sochi: As estrelas cintilantes e as desilusões dos Jogos de inverno

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Sochi: As estrelas cintilantes e as desilusões dos Jogos de inverno

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Não faltaram estrelas a brilhar nestes Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, na Rússia. Acima de todos, sem dúvida, Ole Einar Bjoerndalen. Acabado de celebrar 40 anos, o norueguês chegou a Sochi à margem dos favoritos, mas volta a casa como o mais medalhado de sempre nas Olimpíadas de inverno. Ao peito, Bjoerndalen leva para a Noruega duas medalhas de ouro, o que lhe permite ultrapassar os feitos do lendário Bjorn Daly.

Darya Domracheva chegou a Sochi, por outro lado, como a rainha do biatlo feminino, a favorita entre as favoritas, e justificou o estatuto. A búlgara venceu o ouro nas provas de perseguição, corrida individual e partida coletiva. Sem uma equipa à altura, só ficou de fora da corrida pelas medalhas na estafeta.

Marit Bjoergen representa o expoente máximo da Noruega no esqui feminino. O quarto lugar na estafeta foi o único acidente de percurso para as norueguesas. Tal como em 2010, Marit Bjoergen regressa a casa com três medalhas de ouro.

Em termos coletivos, destaque para a onda laranja que varreu a patinagem em velocidade. Em Sochi, a Holanda, sob o comando de Sven Kramer, conquistou 23 medalhas, incluindo quatro pódios completos. Em nenhuma outra modalidade houve tão grande supremacia de uma só equipa. O outro lado da moeda é que, para lá da convencional patinagem de velocidade, os holandeses só conseguiram mais uma medalha na Rússia: na pista curta.

Na lista das maiores desilusões de Sochi, surge, à cabeça, a estrela norueguesa do esqui alpino, Aksel Lund Svindal. Chegou com aspirações ao ouro no “downhill”, no slalom gigante e súper gigante, e no súper combinado. Aksel Lund Svindal partiu, contudo, sem qualquer conquista. Tal como o compatriota Petter Northug.

Duplo ouro em Vancouver, há quatro anos, em Sochi Northug, estrela cintilante do “cross country”, nem sequer teve oportunidade de brilhar na modalidade que mais gosta: a velocidade.

De mãos vazias partiu também Shaun White, o “Usain Bolt” do Snowboard. O norte-americano apostou tudo no “half-pipe”, onde tem sido rei e senhor, mas falhou. Um grave erro não só custou a vitória como nem sequer permitiu a White entrar no pódio.