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Uganda declara guerra à homossexualidade

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Uganda declara guerra à homossexualidade

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A partir de agora, a homossexualidade passa a ser um crime punível com prisão perpétua no Uganda.

A lei promulgada pelo chefe de Estado está a ser criticada por organizações de defesa dos direitos humanos, mas não só.

Vários países europeus cortaram, entretanto, as ajudas financeiras ao país aliado na luta contra o extremismo na Somália. Também os Estados Unidos que, por ano, enviam para o Uganda mais de 300 milhões de euros admitem rever as relações.

A homossexualidade é proibida em 37 países africanos. Para o escritor queniano, Binyavanga Wainaina, a questão está a ser politizada:

“O presidente do Uganda está a transformar uma questão social num problema global para dar a ideia de unidade à sua volta e para parecer que está mais forte. Mas, por detrás de tudo isto, estão interesses políticos e é nesse sentido que a questão está a ser usada.”

A nova legislação, aprovada no Parlamento do Uganda em 2013 e agora promulgada, criminaliza também a promoção da homossexualidade com penas entre os de cinco a sete anos de prisão.

A primeira versão da lei, que data de 2009, previa a pena de morte.