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Crimeia ensaia primeiros passos para a secessão

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Crimeia ensaia primeiros passos para a secessão

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Em Sebastopol, os polícias anti-motim foram aclamados como heróis, no regresso de Kiev, mas a população pró-russa não se absteve de espancar um manifestante da oposição, que também tinha estado em Maidan.

Nesta região pró-russa da Crimeia, ter estado em Maidan pode colocar uma pessoa em risco de vida.

Um dos presentes explica porquê:

“Devíamos ter resolvido a questão da secessão da Crimeia em relação à Ucrânia.”
Todos gritam em uníssono pela Rússia.

A escalada das tensões separatistas causam inquietude em Kiev. Na terça-feira, o vice-presidente e membro do partido nacionalista Svoboda, Ruslan Koshulinskiy alertava para o perigo da partilha do território:

“As tropas russas, tropas estrangeirras, estão prestes a chegar aqui. Não é segredo nenhum que um grande número de passaportes de cidadãos da Federação da Rússia foram distribuidos na Crimeia. Se as leis da Rússia autorizam a dupla nacionalidade, a lei ucraniana interdita-a”.

A Crimeia é habitada por 60 por cento de cidadãos de origem russa e foi oferecida à Ucrânia em 1954, quando pertencia à URSS, por Nikita Khrushchev. Em 1991, a Ucrânia tornou-se independente. A Crimeia obteve, mais tarde, o estatuto de região autónoma.

Em 1997, a Rússia obteve o direito de manter a base da Frota do Mar Negro em Sebastopol durante 20 anos, até 2017.

Em 2012, o ex-presidente Viktor Yanukovich, prolongou esta posse até 2042 (mais 25 anos), em troca da qual Putin concedeu um preço do gás vantajoso para a Ucrânia.

A ligação à Rússia é forte, principalmente por causa da língua e da oferta de emprego. A restauração da língua oficial ucraniana em todos os documentos oficiais, pelo parlamento de Kiev, provocou receio.

Um grupo de deputados russos da Duma, visitou Sebastopol na terça-feira para assegurar a população da proteção da Rússia. Nenhum admitiu a distribuição de passaportes russos aos ucranianos que os pedirem.